Roraimeira: Vozes, traços e cores - Página 11

Página ilustrada da música Roraimeira mostrando o Rio Branco à noite, a Ponte dos Macuxis, o Mirante Edileusa Lóz, uma jovem indígena caminhando em direção ao Monte Roraima e Zeca Preto tocando violão.

Acessibilidade - Pág 11

Transcrição Textual da Audiodescrição:

Contexto
Dar continuidade à adaptação da canção Roraimeira, destacando elementos naturais, culturais e simbólicos do estado, como o Rio Branco, o Monte Roraima, a vegetação do lavrado e a presença indígena.

 

Leitura visual
A página é vertical, colorida e dividida visualmente em duas grandes paisagens.

Na parte superior, uma cena noturna mostra o Rio Branco ocupando quase toda a largura da página. Ao fundo aparecem vegetação, serras e uma longa ponte atravessando o rio. Uma pequena embarcação navega pelas águas. O céu é escuro e estrelado e, à direita, ergue-se o mirante Edileusa Lóz, próximo à margem.

No céu, algumas estrelas estão ligadas por linhas, formando uma constelação.

Abaixo, a composição muda para uma paisagem de floresta. Uma jovem indígena é vista de costas caminhando descalça por uma trilha. Ela tem longos cabelos escuros, usa um grande cocar colorido, adornos nos braços e pernas e uma saia feita de fibras naturais.

A jovem segue em direção ao Monte Roraima que surge ao longe entre a vegetação. À esquerda aparecem buritizeiros carregados de frutos. Grandes árvores ocupam a lateral direita e diversas borboletas amarelas estão espalhadas pelo caminho e pela mata.

Na parte inferior esquerda, a caricatura de Zeca Preto aparece sentada em um banco, vestida de branco e tocando um violão amarelo.

À direita, uma pauta musical desenhada em curvas atravessa a página acompanhada por diversas notas, terminando próxima a uma grande clave de sol.

 

Descrição
Assim como na página anterior, os versos de “Roraimeira” são transformados em uma sequência de referências visuais ao estado.

O Rio Branco domina a primeira cena e estabelece uma relação direta entre a letra da música e a geografia de Roraima. O céu estrelado reforça o verso que menciona um “cruzeiro norteando as estrelas”.

Na segunda cena, a personagem indígena conduz o olhar para dentro da paisagem. Vista de costas, ela parece caminhar em direção às serras, cercada por buritis, árvores e borboletas.

A presença da jovem dialoga diretamente com expressões da letra como “macuxi Roraimeira” e “cunhatã roceira”, enquanto a vegetação e a paisagem reforçam a relação entre povo, natureza e território.

Na parte inferior, Zeca Preto tocando violão funciona novamente como elo entre a música e as imagens. As notas que se espalham pela página sugerem visualmente que as paisagens e personagens surgem dos versos cantados pelo artista.

Ao centro do rodapé está o número da página: 11.

 

Leitura dos textos

Versos

No alto da página:

“O teu importante rio chamado Branco
Sem preconceito em um negro ele aflui”

Sobre a paisagem noturna:

“És Alice neste país tropical
De um cruzeiro norteando as estrelas”

Na floresta:

“Norte forte
macuxi Roraimeira”

Em seguida:

“Da coragem, raça,
força garimpeira”

Mais abaixo:

“Cunhatã roceira, tão faceira”

E:

“Diamante ouro, amo-te poeira, poeira”

Na parte inferior da página também aparecem novamente versos apresentados anteriormente:

“Os teus seios grandes serras
Grandes lagos são os teus olhos
Tua boca dourada, Tepequém, Suapi
Terra do Caracaranã, do caju, seriguela
Do buriti, do caxiri, Bem-Querer
Dos arraiais, do meu HI-FI”

“Da morena bonita
do aroma de patchully
Da morena bonita
do aroma de patchully”

 

Fim da página.

 

Curiosidades/Contexto Histórico

O Rio Branco é o principal curso d'água de Roraima e teve papel decisivo na ocupação da região, servindo historicamente como via de transporte e comunicação. A Ponte dos Macuxis atravessa o rio Branco, ligando Boa Vista à margem oposta e integrando a BR-401.

Já o Monte Roraima, formação geológica de origem muito antiga situada na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, constitui uma das paisagens mais emblemáticas da região. O monte possui também profundo significado espiritual para os povos indígenas Macuxi.