Acessibilidade - Pág 28
Transcrição Textual da Audiodescrição:
Contexto
A página 28 é a contra-capa final de Roraimeira – Vozes, traços e cores. Ela encerra a narrativa retomando o palco e os três protagonistas — Neuber Uchôa, Eliakin Rufino e Zeca Preto — diante do público.
Diferentemente das páginas anteriores, aqui o texto dá voz diretamente aos artistas por meio de três declarações sobre o significado do Movimento Roraimeira, sua relação com a identidade local e a importância de cantar Roraima mesmo quando o trio se apresenta fora do Brasil.
Na parte inferior, o ano 2026 desloca a narrativa para o presente da publicação. A imagem sugere continuidade: quatro décadas depois de 1984, artistas e público permanecem reunidos pela música.
Leitura visual
A página é vertical, com atmosfera predominantemente escura, como um teatro durante uma apresentação.
Na parte superior, sobre fundo cinza-escuro, aparecem três blocos de citações em letras brancas.
Ao fundo desses textos, quase como uma imagem em transparência, vê-se o painel comemorativo dos 40 anos do Roraimeira, com as caricaturas dos três artistas.
Fachos de luz azulados descem sobre o palco.
No centro da página estão os três integrantes do trio, caricaturados de corpo inteiro e vestidos de branco.
À esquerda, Neuber Uchôa canta ao microfone enquanto toca um violão amarelo.
Ao centro, Eliakin Rufino canta diante de um microfone.
À direita, Zeca Preto também canta ao microfone, com uma das mãos levantada.
Nas laterais, quase dissolvidos pela escuridão, aparecem os músicos acompanhantes e instrumentos de percussão.
Na parte inferior, a plateia ocupa grande parte da imagem. Homens e mulheres são vistos de costas, sentados e voltados para o palco.
Entre os dois grupos da plateia há um corredor central que conduz visualmente até os artistas.
Sobre esse corredor, em grandes algarismos brancos, aparece:
“2026”
Descrição
A contra-capa recupera visualmente o espetáculo apresentado na página 24, mas muda seu significado.
Agora, os elementos do cenário e os músicos acompanhantes aparecem escurecidos e discretos. A iluminação concentra a atenção nos três integrantes do Roraimeira e, principalmente, em suas palavras.
As declarações aparecem organizadas de cima para baixo, começando por Eliakin Rufino, passando por Neuber Uchôa e terminando com Zeca Preto.
Os três depoimentos convergem para uma mesma ideia: Roraima como matéria da criação artística e o orgulho de afirmar essa identidade.
A plateia, vista de costas, ocupa quase toda a parte inferior. Dessa maneira, o público não funciona apenas como espectador do espetáculo: ele também participa visualmente do encerramento da obra.
O corredor entre as pessoas cria uma linha que parte do primeiro plano e conduz o olhar diretamente aos três artistas.
No meio desse caminho está 2026, ano de publicação da HQ.
A composição cria, assim, uma continuidade temporal: o movimento que ganhou projeção em 1984, celebrou quatro décadas em 2024 e chega a 2026 transformado em memória, registro e narrativa em quadrinhos.
Leitura dos textos
No alto, declaração de Eliakin Rufino:
“Inicialmente, era apenas o nome de uma música que acabou virando nome de show e depois nome de um movimento cultural que reunia artistas com interesse em explorar temas ligados a Roraima. O movimento valorizava a identidade local, destacando o que era próprio do estado.”
Eliakin Rufino
“No G1 - Roraima”
Em seguida, declaração de Neuber Uchôa:
“A maioria dos brasileiros vão para fora para cantar samba ninguém é doido de não fazer isso, só a gente. A visão lá fora é samba, é futebol. Mas a gente insistia na história, grande mérito do movimento é esse, e a gente tem insistido em cantar nossas músicas”
Neuber Uchôa
“No G1 - Roraima sobre as apresentações fora do Brasil”
Abaixo, declaração de Zeca Preto:
“Cantamos o orgulho de ser Roraima.”
Zeca Preto
“Em entrevista a EBC em 2024”
Na parte inferior:
“2026”
Fim da página.
