Roraimeira: Vozes, traços e cores - Página 16

Página ilustrada de “Cidade do Campo”, com vistas de Boa Vista, relógio e linha do tempo histórica, Eliakin Rufino, mapa de Roraima e paisagem de Pacaraima.

Acessibilidade - Pág 16

Transcrição Textual da Audiodescrição:

Contexto
A página 16 dá continuidade à interpretação visual da canção “Cidade do Campo”, de Armando de Paula e Eliakin Rufino.

Enquanto a página anterior relaciona Boa Vista ao lavrado, aos buritis, aos igarapés, a Makunaima e ao Monte Roraima, esta página amplia o olhar para a cidade, sua passagem pelo tempo e sua relação com o território roraimense.

A composição combina diferentes momentos de Boa Vista, uma linha do tempo histórica, o traçado urbano da capital, o mapa de Roraima e paisagens da região de Pacaraima.

 

Leitura visual
A página é vertical, colorida e organizada em diferentes blocos, cercados por notas e pautas musicais.

Na parte superior há três grandes quadros verticais com vista aérea do Centro Cívico de Boa Vista em diferentes momentos do dia.

No primeiro, à esquerda, a cidade aparece durante o dia, com prédios, ruas, árvores e avenidas. Destaca-se uma grande construção moderna de formas curvas.

No quadro central, Boa Vista é mostrada ao entardecer. A luz amarelada do céu ilumina uma área verde e uma praça com a bandeira de Roraima hasteada.

No terceiro quadro, à direita, a cidade aparece à noite, iluminada por postes e edifícios. Uma estrela brilhante destaca-se no céu escuro.

Abaixo dessas imagens surge um grande relógio de bolso antigo, com corrente metálica, simbolizando a passagem do tempo. Do relógio partem linhas fluidas que parecem se transformar em água.

Ao lado, uma ilustração representa o Forte de São Joaquim às margens do rio Branco. Pequenas construções aparecem cercadas por uma estrutura de pedra, em uma paisagem predominantemente rural.

Logo abaixo há uma linha do tempo, que atravessa horizontalmente a página e apresenta datas relacionadas à história de Boa Vista e de Roraima.

Na parte inferior esquerda, aparece novamente a caricatura de Eliakin Rufino, de corpo inteiro. Ele tem cabelos grisalhos presos no alto da cabeça, usa óculos redondos, roupa branca, colar e sapatos marrons.

Atrás dele está representado o característico traçado radial do centro de Boa Vista, formado por avenidas que partem de uma região central.

Ao centro há um mapa estilizado do estado de Roraima, dividido internamente por linhas.

À direita, a paisagem apresenta uma grande formação rochosa de paredes quase verticais. Abaixo dela, um curso d'água atravessa um terreno coberto por pedras.

Notas musicais e claves de sol envolvem toda a composição, conectando visualmente as diferentes cenas.

Ao centro do rodapé está o número da página: 16.

 

Descrição
A página utiliza os versos de “Cidade do Campo” para construir uma relação entre espaço e tempo.

As três imagens superiores apresentam Boa Vista como uma cidade que se transforma ao longo do dia: manhã ou dia claro, entardecer e noite. A estrela no último quadro reforça visualmente o verso “Estrela do norte do Brasil”.

O relógio introduz a ideia da passagem do tempo. A partir dele, a página recua para uma representação histórica da ocupação da região e segue por uma linha cronológica até a transformação de Roraima em estado.

Na metade inferior, a narrativa retorna ao território. O desenho radial de Boa Vista aparece ao lado do mapa de Roraima, estabelecendo uma ligação entre capital e estado.

As paisagens de Pacaraima e os cursos d'água traduzem os versos finais em imagens.

Eliakin aparece ao lado dessa sequência como intérprete e condutor da narrativa. Ao redor dele e das paisagens, as notas musicais lembram que toda essa viagem histórica e geográfica nasce da letra da canção.

 

Leitura dos textos

Na parte superior:

“Cidade do campo, beira-rio”

No quadro central:

“Estrela do norte do Brasil”

Entre as imagens superiores e a linha do tempo:

“Cidade do campo entardecer”

E:

“Boa Vista linda de se ver”

Próximo ao relógio:

“Correm rios de tempo”

Na linha do tempo aparecem:

“1775
Forte São Joaquim”

“1830
Fazenda Boa Vista”

“1890
Boa Vista do Rio Branco/Município”

“1943
Boa Vista
Capital do Território Federal do Rio Branco”

“1962
Boa Vista-TFRR
Capital do Território Federal de Roraima”

“1988
Boa Vista-RR
Roraima torna-se Estado”

Na parte inferior:

“Águas de Pacaraima”

“Montes em movimento”

E, em destaque:

“Coração de RORAIMA.”

 

Fim da página.

 

Curiosidades/Contexto Histórico
A página estabelece um diálogo entre os versos de “Cidade do Campo” e diferentes momentos da formação histórica de Boa Vista e de Roraima.

O Forte São Joaquim, indicado na linha do tempo em 1775, representa um dos marcos da presença colonial portuguesa na região do Rio Branco. Sua localização estratégica estava relacionada ao controle do território e dos rios que davam acesso à região.

Em 1890, Boa Vista foi elevada à condição de município, ainda pertencente ao estado do Amazonas. Décadas depois, em 1943, com a criação do Território Federal do Rio Branco, Boa Vista tornou-se sua capital.

Em 1962, o território passou a se chamar Território Federal de Roraima, mantendo Boa Vista como capital. Com a Constituição Federal de 1988, Roraima foi transformado em estado da Federação.

Outro elemento marcante representado na página é o traçado urbano radial de Boa Vista. Planejado durante o período do território federal, o centro da cidade possui grandes avenidas que convergem para uma região central, formando um desenho que se tornou uma das características visuais da capital.

O verso “Correm rios de tempo” ganha, assim, um sentido duplo na ilustração: os rios fazem parte da geografia e da formação de Boa Vista, enquanto o relógio e a linha histórica representam as transformações ocorridas ao longo do tempo.

Pacaraima, mencionada nos versos finais, está situada ao norte do estado, na fronteira com a Venezuela. Suas serras, cursos d'água e formações rochosas ampliam a representação da diversidade de paisagens de Roraima.

A expressão “Coração de Roraima”, colocada sobre o mapa e o traçado urbano, encerra visualmente a sequência aproximando Boa Vista, território, história, natureza e identidade.

Programa disponível no canal da Rádio e TV Universitária - RTV / UFRR