Roraimeira: Vozes, traços e cores
Roraimeira: Vozes, traços e cores
Fontes, Referências e Apuração
Documentação das fontes utilizadas em Roraimeira: Vozes, traços e cores
Roraimeira: Vozes, traços e cores foi produzida a partir de entrevistas, documentos históricos, legislação, pesquisas acadêmicas, publicações institucionais, materiais jornalísticos e outros registros relacionados aos acontecimentos e personagens apresentados na obra.
Esta página reúne as principais fontes utilizadas na apuração das informações históricas e contextuais da reportagem em quadrinhos. As referências estão organizadas por página para facilitar a identificação e a consulta dos documentos e materiais utilizados.
Informações provenientes de entrevistas realizadas especialmente para a HQ são identificadas como fontes primárias. Quando determinado elemento corresponde a uma síntese ou interpretação visual da narrativa, essa condição é indicada.
Página 04 — Modernismo, identidade cultural, Roraimeira e censura
As referências abaixo correspondem às informações históricas e contextuais apresentadas na página 04 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP. Instituto de Estudos Brasileiros — IEB. Fundo Anita Malfatti. Documentação da Exposição de Pintura Moderna Annita Malfatti — 1917/1918. São Paulo: IEB-USP.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL — CCBB. Anita Malfatti: 120 Anos de Nascimento. Catálogo de exposição. Acervo digital do CCBB.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. A Semana de Arte Moderna. Brasiliana Fotográfica.
SILVA, Tiago Cardoso da. O Poeta do Mundo Verde e o Movimento Roraimeira. Trabalho acadêmico apresentado à ANPUH.
REVISTA BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA — ABRALIC. Estudo sobre literatura, Modernismo e Movimento Roraimeira.
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Notas sobre as fontes:
Anita Malfatti e a renovação artística:
A Exposição de Pintura Moderna de Anita Malfatti, realizada em São Paulo entre dezembro de 1917 e janeiro de 1918, integra o contexto de renovação artística que antecedeu a Semana de Arte Moderna de 1922.
O Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo — IEB-USP, responsável pela preservação do Fundo Anita Malfatti, disponibiliza documentação relacionada à exposição de 1917/1918, incluindo registros e materiais do período.
Como referência complementar, o Centro Cultural Banco do Brasil — CCBB mantém em seu acervo digital o catálogo Anita Malfatti: 120 Anos de Nascimento.
Declarações de Anita Malfatti:
As duas falas de Anita Malfatti apresentadas na HQ correspondem a registros de momentos distintos de sua trajetória e, por esse motivo, aparecem em balões separados.
A documentação utilizada para contextualizar as declarações e a trajetória da artista inclui o Fundo Anita Malfatti do IEB-USP e o catálogo dedicado à artista disponibilizado pelo CCBB.
Semana de Arte Moderna de 1922:
A Semana de Arte Moderna foi realizada no Theatro Municipal de São Paulo em fevereiro de 1922 e reuniu artistas, escritores e músicos ligados às transformações das linguagens artísticas brasileiras.
A Fundação Biblioteca Nacional, por meio da Brasiliana Fotográfica, disponibiliza documentação sobre o evento, sua programação e participantes.
Mário de Andrade:
A página utiliza Mário de Andrade para apresentar ideias relacionadas à busca modernista por uma expressão artística brasileira.
Quando o texto empregado na HQ corresponde a uma síntese de ideias presentes em diferentes registros sobre o Modernismo, e não à transcrição literal de uma única declaração, essa passagem é tratada como síntese narrativa, não como citação documental direta.
Observação editorial: as referências desta seção são utilizadas para contextualizar o pensamento modernista e a atuação de Mário de Andrade.
Censura durante a Ditadura Militar:
Durante a Ditadura Militar brasileira, manifestações artísticas e culturais estiveram submetidas a mecanismos oficiais de controle e censura.
Documentação do período registra a atuação da censura sobre obras musicais, teatrais, cinematográficas e outras manifestações culturais.
Entre os casos apresentados na página está “Cálice”, composição de Chico Buarque e Gilberto Gil, submetida à censura em 1973. Documentação acadêmica baseada em registros do Serviço de Censura de Diversões Públicas reproduz material referente ao processo de censura da composição.
Arquivo Nacional — Letra de “Cálice”, de Gilberto Gil e Chico Buarque, censurada em maio de 1973
Registro da Câmara dos Deputados também menciona Cálice, de Chico Buarque e Gilberto Gil, no contexto da censura durante a Ditadura Militar.
Modernismo e o Movimento Roraimeira:
A relação entre o Modernismo brasileiro e o Movimento Roraimeira aparece em estudos acadêmicos sobre a produção cultural roraimense.
Artigo publicado na Revista Brasileira de Literatura Comparada — ABRALIC recupera depoimento de Eliakin Rufino no qual o artista estabelece relação entre o Roraimeira e a tradição modernista brasileira.
Outro estudo, publicado na Revista EntreLetras, aborda o Movimento Roraimeira no contexto de um Modernismo tardio e discute relações entre identidade regional, produção artística e referências culturais de Roraima.
Censura em Roraima:
Pesquisa acadêmica sobre a trajetória de Eliakin Rufino registra a atuação dos mecanismos de censura também sobre a produção cultural realizada em Roraima.
Entre os documentos analisados encontra-se registro relacionado ao poema “Dentes Salientes”, de Eliakin Rufino, contendo carimbo do Ministério da Justiça — Censura Federal, datado de junho de 1984.
O trabalho também registra depoimento de Eliakin sobre o episódio e o questionamento feito pelo censor em relação ao emprego da palavra “desafeto”.
- Pesquisa acadêmica UFRR/CAPES — Eliakin Rufino e a Censura Federal
- O Poeta do Mundo Verde e o Movimento Roraimeira — ANPUH
REVISTA ENTRELETRAS. Estudo sobre o Movimento Roraimeira e suas relações com o Modernismo.
Página 07 — Zeca Preto: chegada a Roraima e descoberta da música
As referências abaixo correspondem às informações biográficas e contextuais apresentadas na página 07 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
PRETO, Zeca. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, Roraima, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
CÂMARA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Documentação institucional referente à trajetória de Zeca Preto. Sistema de Apoio ao Processo Legislativo — SAPL. O registro informa sua chegada a Roraima em março de 1975, em voo da Cruzeiro do Sul.
RÁDIO SENADO. Registro biográfico de Zeca Preto. A fonte situa sua chegada a Roraima em 1975, em decorrência de transferência profissional pelo banco.
DICIONÁRIO CRAVO ALBIN DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. Verbete biográfico de Zeca Preto. Registra o nascimento do artista em Belém, no Pará, e sua posterior trajetória artística em Roraima.
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Notas sobre as fontes:
Chegada a Roraima — março de 1975
A informação é registrada em documentação da Câmara Municipal de Boa Vista, que situa sua chegada no mês de março, em voo da companhia Cruzeiro do Sul.
A Rádio Senado também registra o ano de 1975 e relaciona a mudança do artista a uma transferência profissional pelo banco em que trabalhava.
Essas referências foram utilizadas para a definição da data apresentada na versão final da página.
Primeiro violão
O episódio envolvendo o primeiro violão de Zeca Preto tem como fonte a entrevista audiovisual realizada especialmente para esta HQ.
Zeca relatou a Franco Soares suas lembranças envolvendo Nazaré Garcia, as aulas de violão que acompanhava e o episódio que resultou no recebimento do instrumento.
Fonte primária: PRETO, Zeca. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção da HQ, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
“Me apaixonei por essa terra quando vi Boa Vista do avião”
A declaração apresentada na página:
foi registrada na entrevista audiovisual concedida por Zeca Preto a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
A frase é apresentada como depoimento direto do artista sobre sua primeira impressão de Boa Vista e sua relação com Roraima.
Fonte primária: PRETO, Zeca. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
Página 08 — Festivais de música e “Roraimeira”
As referências abaixo correspondem às informações históricas e contextuais apresentadas na página 08 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
PRETO, Zeca; RUFINO, Eliakin; UCHÔA, Neuber. Entrevistas audiovisuais concedidas a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, Roraima, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
OLIVEIRA, Rafael da Silva; WANKLER, Cátia Monteiro; SOUZA, Carla Monteiro de. Estudos sobre identidade, cultura e Movimento Roraimeira publicados no âmbito da Universidade Federal de Roraima — UFRR.
CAMPOS, André Nonato Alves King e. Pesquisa acadêmica sobre o Movimento Roraimeira. Universidade Federal de Roraima — UFRR. O estudo registra a participação de Roraimeira no II FEMUR, em julho de 1984, e sua segunda colocação.
RORAIMA. Assembleia Legislativa. Constituição do Estado de Roraima. Art. 159, § 1º, XIV. Emenda Constitucional nº 21, de 6 de maio de 2008. O dispositivo inclui a música Roraimeira e o poema Cavalo Selvagem como referenciais artístico-culturais.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL — IPHAN. Patrimônio Cultural Acautelado: Roraima em foco. A publicação registra a música Roraimeira entre os bens protegidos em âmbito estadual pela Emenda Constitucional nº 21/2008.
SILVA, Edineide Rodrigues da; SANTOS, Ricardo Assis dos. Movimento Roraimeira: contribuições interculturais e antropofágicas ao ensino de artes no estado de Roraima. Artigo acadêmico. O estudo aborda o Movimento Roraimeira e registra o reconhecimento da composição “Roraimeira”, de Zeca Preto, como Hino Cultural do Estado de Roraima, por meio da Lei Estadual nº 1.007/2015.
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Notas sobre as fontes:
I Festival de Música de Roraima — 1980
Em 1980, Zeca Preto participou do I Festival de Música Popular de Roraima — FEMUR, conquistando o segundo lugar com “Macuxana”. Neuber Uchôa ficou em terceiro lugar com “Ave”.
Pesquisa acadêmica sobre o Movimento Roraimeira registra essas colocações e situa o festival no período anterior à consolidação do movimento.
Outra pesquisa sobre o Roraimeira e os festivais registra que o evento ocorreu entre 7 e 9 de julho de 1980, no Ginásio Hélio Campos, sob coordenação do Tenente Peixoto. O estudo registra Ricardo Nogueira como vencedor, com Marchando, seguido por Zeca Preto, com Macuxana, e Neuber Uchôa, com Ave.
As entrevistas realizadas para a HQ também foram utilizadas na reconstrução das memórias dos artistas relacionadas a esse período.
“Roraimeira” e o II FEMUR — 1984
Em 1984, Zeca Preto compôs Roraimeira. Em depoimento sobre a criação da música, o compositor relata ter se recolhido em casa e trabalhado por aproximadamente seis horas na composição, a partir de sua relação com Roraima.
O relato do próprio Zeca sobre o processo de composição foi registrado também em publicação baseada em informações da Assembleia Legislativa de Roraima.
A música participou do II Festival de Música de Roraima — FEMUR, realizado em julho de 1984, e conquistou o segundo lugar. Pesquisas acadêmicas sobre o movimento registram a participação e a colocação da composição no festival.
A vaga para “Roraimeira” no festival
O episódio apresentado na HQ envolvendo a desclassificação de uma composição que já teria participado de um festival em Manaus, a abertura de uma vaga no FEMUR e a decisão de Neuber Uchôa de abrir mão da disputa em favor de “Roraimeira” tem como fonte os depoimentos dos artistas entrevistados para o projeto.
Fontes primárias: entrevistas audiovisuais de Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa concedidas a Franco Soares para a produção da HQ, 2026.
Informações adicionais sobre esse episódio que não foram localizadas em documentação independente — como o nome da composição desclassificada, a identificação do festival realizado em Manaus e o jornal que teria publicado as letras — não são acrescentadas às referências.
“Roraimeira” como referencial artístico-cultural
Em 2008, a Emenda Constitucional nº 21 acrescentou à Constituição do Estado de Roraima dispositivo referente a bens relacionados à memória histórica, social, artística e cultural do Estado.
O texto constitucional inclui expressamente:
“as lendas Cruviana e Macunaíma, a música Roraimeira e o poema Cavalo Selvagem, estes últimos como referencial artístico-cultural”.
O IPHAN também registra Roraimeira entre os bens culturais protegidos em âmbito estadual pela Emenda Constitucional nº 21/2008.
Hino Cultural do Estado de Roraima
Em 2015, a música Roraimeira, de Zeca Preto, foi instituída como Hino Cultural do Estado de Roraima, pela Lei Estadual nº 1.007/2015.
Movimento Roraimeira: contribuições interculturais e antropofágicas ao ensino de artes no estado de Roraima
Artigo acadêmico — Movimento Roraimeira e Lei nº 1.007/2015
Sobre a reconstrução dos acontecimentos
As informações referentes aos festivais e aos reconhecimentos oficiais de Roraimeira são apresentadas a partir de documentação acadêmica, legislação e registros institucionais.
Os episódios relacionados às memórias pessoais dos artistas e aos bastidores da participação de “Roraimeira” no FEMUR de 1984 têm como fonte as entrevistas realizadas com Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa para a produção da HQ.
Página 11 — Paisagens e referências de Roraima
As referências abaixo correspondem às informações geográficas e contextuais apresentadas na página 11 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Mirante Edileusa Lóz. O registro institucional apresenta informações sobre o Parque do Rio Branco, o mirante e sua relação visual com a cidade e o Rio Branco.
PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Conheça os principais pontos turísticos de Boa Vista. A publicação apresenta o Parque do Rio Branco, a Orla Taumanan, o Mirante Edileusa Lóz e outras referências da paisagem urbana da capital.
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL — SGB. Monte Roraima, um Totem Amazônico. Informe Técnico-Científico de Prevenção de Desastres e Ordenamento Territorial, v. 3, n. 1, 2022. O estudo apresenta informações geológicas, geomorfológicas e geográficas sobre o Monte Roraima.
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL — SGB. Geossítio Monte Roraima. Base Geossit. Registro técnico sobre a localização, formação geológica e características do Monte Roraima.
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Notas sobre as fontes:
Rio Branco e paisagem de Boa Vista
O Rio Branco constitui um dos principais elementos geográficos e paisagísticos de Boa Vista e aparece na página como referência visual da capital.
Publicações institucionais da Prefeitura de Boa Vista apresentam diferentes espaços urbanos implantados às suas margens, entre eles a Orla Taumanan e o Parque do Rio Branco.
A Prefeitura também registra a presença do rio na paisagem observada a partir do Mirante Edileusa Lóz.
Ponte dos Macuxis
A Ponte dos Macuxis integra a paisagem urbana associada ao Rio Branco e aparece em publicações institucionais da Prefeitura de Boa Vista entre os elementos visíveis a partir da Orla Taumanan e de outros pontos da cidade.
Mirante Edileusa Lóz
O Mirante Edileusa Lóz, localizado no Parque do Rio Branco, foi inaugurado em 20 de dezembro de 2020.
Segundo a Prefeitura de Boa Vista, a estrutura possui 120 metros de altura, enquanto o observatório fica a 93 metros de altura e oferece vista panorâmica da cidade e do Rio Branco.
O nome homenageia Edileusa Lóz, ex-servidora da Prefeitura de Boa Vista.
Monte Roraima
O Monte Roraima está situado na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana e possui aproximadamente 2.734 metros de altitude.
O Serviço Geológico do Brasil o caracteriza como um tepui, com escarpas verticais superiores a 500 metros formadas predominantemente por arenitos. Esses arenitos possuem idade próxima de 2 bilhões de anos.
Página 13 — Eliakin Rufino e “Cavalo Selvagem”
As referências abaixo correspondem às informações biográficas, históricas e contextuais apresentadas na página 13 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
RUFINO, Eliakin. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, Roraima, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
SILVA, Tiago Cardoso da. Pesquisa acadêmica sobre a trajetória de Eliakin Rufino e o Movimento Roraimeira. O trabalho registra o período em que Eliakin cursou Filosofia no Amazonas, entre 1980 e 1984, e aspectos de sua trajetória artística e intelectual.
SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO — SESC RORAIMA. Eliakin Rufino representa Roraima no circuito literário Arte da Palavra. A publicação apresenta informações biográficas e bibliográficas do artista e registra Cavalo Selvagem entre suas obras.
RORAIMA. Emenda à Constituição nº 21, de 6 de maio de 2008. Dá nova redação ao art. 159 da Constituição Estadual e dispõe sobre bens integrantes da memória histórica, turística, social, artística, ambiental e cultural de Roraima.
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Notas sobre as fontes:
Formação de Eliakin Rufino
Eliakin Rufino cursou Filosofia no Amazonas entre 1980 e 1984, período em que permaneceu em Manaus.
Pesquisa acadêmica sobre sua trajetória reproduz depoimento do próprio Eliakin no qual ele relata sua aprovação no vestibular para Filosofia e sua permanência em Manaus durante o período de formação, de 1980 a 1984.
Registros curriculares também situam sua graduação em Filosofia entre 1980 e 1984.
“Cavalo Selvagem”
“Cavalo Selvagem” é uma obra de Eliakin Rufino relacionada em diferentes registros à paisagem e às referências culturais de Roraima.
Em pronunciamento realizado no Senado Federal em 2008, o senador Augusto Botelho menciona o poema ao tratar da trajetória de Eliakin e relaciona a obra ao lavrado roraimense.
O poema posteriormente deu título ao livro Cavalo Selvagem, publicado por Eliakin. O Sesc Roraima registra a obra entre os livros do autor e informa que ela foi selecionada para representar Roraima no circuito literário nacional Arte da Palavra, em 2019.
Tombamento pela Constituição Estadual
Em 2008, a Emenda Constitucional nº 21 alterou o art. 159 da Constituição do Estado de Roraima.
O dispositivo estabelece que são tombados como parte da memória histórica, turística, social, artística, ambiental e cultural relacionada à formação da sociedade roraimense diferentes bens e referências culturais. Entre eles, o texto constitucional inclui “a música Roraimeira e o poema Cavalo Selvagem, estes últimos como referencial artístico-cultural”.
Por essa razão, a informação utilizada na versão revisada da HQ é:
“Em 2008, o poema ‘Cavalo Selvagem’ foi tombado pela Constituição como referencial artístico-cultural de Roraima.”
Trajetória literária
Além da música, Eliakin Rufino possui produção ligada à poesia e à literatura.
O Sesc Roraima registra títulos como Pássaros ariscos (1984), Poemas (1987), Escola de poesia (1990), Brincadeira (1991), Poeta de água doce (1993), Poesia para ler na cama (1997), Haikai (2010) e Cavalo Selvagem (2011).
Em 2019, Cavalo Selvagem foi a obra escolhida para a participação de Eliakin no circuito Arte da Palavra — Rede Sesc de Leituras.
Sobre as informações biográficas da página
As informações relativas às experiências pessoais e ao percurso artístico de Eliakin Rufino têm como uma das fontes a entrevista audiovisual realizada com o artista para a produção da HQ.
Os dados relacionados à sua formação, produção literária e ao reconhecimento constitucional de Cavalo Selvagem são complementados por pesquisa acadêmica, registros institucionais e pelo texto da Emenda Constitucional nº 21/2008.
Página 14 — Eliakin Rufino: suas várias facetas
As referências abaixo correspondem às informações biográficas, históricas e contextuais apresentadas na página 14 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
RUFINO, Eliakin. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, Roraima, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS — UFAM. Histórico institucional. Registra as diferentes denominações da Universidade ao longo de sua trajetória, incluindo Universidade do Amazonas, denominação utilizada no período da formação de Eliakin Rufino.
BRASIL. Lei nº 10.468, de 20 de junho de 2002. Dá nova denominação à Universidade do Amazonas, que passou a denominar-se Universidade Federal do Amazonas.
ACTA GEOGRÁFICA — Universidade Federal de Roraima (UFRR). Pesquisa acadêmica sobre paisagem, identidade e Movimento Roraimeira, incluindo análise da representação de Boa Vista em Cidade do Campo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC. Tese de Doutorado, 2019. Pesquisa sobre a formação socioespacial de Boa Vista que utiliza Cidade do Campo na discussão sobre a representação da capital roraimense.
“Os lexemas nas músicas do Trio Roraimeira”. 2023. Estudo acadêmico sobre elementos culturais, geográficos, linguísticos e identitários presentes nas composições Roraimeira, Cruviana e Cidade do Campo.
RÁDIO E TV UNIVERSITÁRIA — RTV/UFRR. Programa Roraimeira. Registro audiovisual da TVE-Macuxi. Exibição registrada em 13 de fevereiro de 1992.
SOARES, Galvão. Comunicação pessoal a Franco Soares durante a pesquisa de Roraimeira: Vozes, traços e cores. WhatsApp, 2026. Arquivo do projeto.
SOUZA, Eliakin Rufino de. “Damurida”. In: Alma do Norte: Nove Bens do Patrimônio Imaterial Brasileiro. Brasília, DF: Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. — Eletronorte, 2005. Obra com 271 páginas. Paginação específica do artigo a confirmar.
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Notas sobre as fontes:
Formação em Filosofia — Universidade do Amazonas
A página informa:
“Em 1984, formou-se em Filosofia pela Universidade do Amazonas, período em que também consolidava sua trajetória artística.”
A denominação Universidade do Amazonas corresponde ao nome oficial da instituição no período indicado na narrativa.
Em 2002, a Lei Federal nº 10.468, de 20 de junho, alterou sua denominação para Universidade Federal do Amazonas — UFAM.
Por essa razão, para a informação situada em 1984, a HQ utiliza a denominação vigente naquele período: Universidade do Amazonas.
“Cidade do Campo”
A página apresenta Cidade do Campo, composição de Eliakin Rufino, em relação à cidade de Boa Vista e à cultura de Roraima.
Pesquisa publicada na revista Acta Geográfica, da Universidade Federal de Roraima — UFRR, analisa a representação de Boa Vista presente na composição e sua relação com elementos da paisagem local, entre eles o lavrado e o rio.
Pesquisa acadêmica da Universidade Federal do Ceará — UFC, dedicada à formação socioespacial de Boa Vista, também utiliza Cidade do Campo em sua análise da representação da capital.
Outro estudo, Os lexemas nas músicas do Trio Roraimeira, publicado em 2023, analisa elementos culturais, geográficos, linguísticos e identitários presentes em Roraimeira, Cruviana e Cidade do Campo.
Esses trabalhos são utilizados como referências para a contextualização da composição apresentada na página.
“Eu poderia ter sido apenas mais um artista...”
A declaração:
“Eu poderia ter sido apenas mais um artista do Movimento Roraimeira. Escolhi ser um ativista da arte Roraimeira.”
foi registrada durante a entrevista audiovisual concedida por Eliakin Rufino a Franco Soares, realizada especialmente para a pesquisa e produção da HQ.
Fonte primária: RUFINO, Eliakin. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
Programa “Roraimeira” na televisão
A existência do Programa Roraimeira, produzido e exibido pela TVE-Macuxi, está registrada em material audiovisual preservado e disponibilizado pela Rádio e TV Universitária da Universidade Federal de Roraima — RTV/UFRR, sucessora da antiga emissora.
O registro utilizado na pesquisa corresponde à exibição de 13 de fevereiro de 1992.
Exibição em rede nacional
Na seção Curiosidades / Contexto Histórico da Webcomic, a informação é apresentada com atribuição:
“Segundo Galvão Soares, esse foi o primeiro programa local a ser exibido em Rede Nacional.”
A informação foi fornecida por Galvão Soares a Franco Soares durante a pesquisa para a produção da HQ.
Fonte primária: SOARES, Galvão. Comunicação pessoal ao autor via WhatsApp. Boa Vista, 2026. Arquivo da pesquisa.
A atribuição a Galvão Soares é mantida por se tratar de depoimento testemunhal sobre o episódio.
“Damurida” — publicação de Eliakin Rufino
Eliakin Rufino publicou em 2005 o texto “Damurida” na obra Alma do Norte: Nove Bens do Patrimônio Imaterial Brasileiro, publicação da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. — Eletronorte dedicada a manifestações do patrimônio cultural da Região Norte.
Em entrevista posterior, Eliakin também menciona sua participação na publicação e o texto dedicado à damurida.
Página 15 — “Cidade do Campo”: paisagem, memória e imaginário
As referências abaixo correspondem às informações culturais e contextuais relacionadas à composição Cidade do Campo e aos elementos representados na página 15 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
PESQUISA ACADÊMICA — Movimento Roraimeira e festivais musicais. Estudo sobre a trajetória dos festivais de música em Roraima. Registra a realização, pela Prefeitura de Boa Vista, do Festival do Centenário em 1990, em comemoração aos cem anos da cidade, e Eliakin Rufino como vencedor com a composição “Cidade do Campo”.
BENETTI, Gustavo; LEONIDO, Levi. Regionalismo e música roraimense: os festivais da canção. IV Simpósio Internacional de Investigação em Arte. O estudo identifica o Festival do Centenário, realizado em 1990, entre os festivais da canção de Boa Vista.
RUFINO, Eliakin; PAULA, Armando de. Cidade do Campo. Composição musical.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA — UFRR. Registro institucional de Cidade do Campo, com autoria atribuída a Eliakin Rufino e Armando de Paula.
MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND — MASP. Carmézia Emiliano: a árvore da vida. A exposição apresenta referências à cosmologia Macuxi, a Makunaima, à árvore Wazaká e ao Monte Roraima.
PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Festival do Centenário de Boa Vista, 1990. A composição Cidade do Campo foi vencedora do festival. A documentação referente ao evento e à premiação está relacionada nas Fontes da página 14 desta Webcomic.
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Notas sobre as fontes:
Autoria de “Cidade do Campo”
Cidade do Campo é uma composição de Eliakin Rufino e Armando de Paula.
A autoria conjunta é registrada pela Universidade Federal de Roraima — UFRR, que inclui a música em repertório apresentado institucionalmente com os dois compositores.
Festival do Centenário de Boa Vista — 1990
Em 1990, foi realizado em Boa Vista um festival de música em comemoração ao centenário da cidade.
Pesquisa acadêmica sobre o Movimento Roraimeira e os festivais musicais registra que o Festival do Centenário foi realizado pela Prefeitura de Boa Vista e teve como vencedor Eliakin Rufino, com a composição “Cidade do Campo”.
Outro estudo acadêmico, dedicado aos festivais da canção de Boa Vista, identifica 18 festivais realizados entre 1974 e 2017 e inclui expressamente entre eles o Festival do Centenário, em 1990. O trabalho é de Gustavo Benetti (UFRR) e Levi Leonido (UTAD/CITAR-UCP).
Makunaima, Wazaká e Monte Roraima
A referência a Makunaima presente na composição relaciona-se a narrativas indígenas associadas à região do Monte Roraima.
O Museu de Arte de São Paulo — MASP, ao apresentar a exposição da artista Macuxi Carmézia Emiliano, registra a narrativa de Wazaká, a Árvore da Vida, e sua relação com Makunaima e o Monte Roraima.
Segundo o texto apresentado pelo museu, após o corte da árvore por Makunaima, seu tronco teria se transformado no Monte Roraima, enquanto as sementes da árvore se espalhariam pelo mundo.
Makunaima e “Macunaíma”
O Makunaima das narrativas indígenas antecede historicamente o personagem reelaborado por Mário de Andrade no romance Macunaíma, publicado em 1928.
A referência presente nesta documentação é tratada em relação às narrativas e cosmologias indígenas da região do Monte Roraima, distinguindo-se da reelaboração literária modernista realizada posteriormente por Mário de Andrade.
Interpretação visual de “Cidade do Campo”
A paisagem apresentada na página 15 constitui uma interpretação visual dos versos da composição.
Elementos como Monte Roraima, lavrado, buritis, igarapés e personagens foram reunidos graficamente para representar referências presentes na música e na paisagem cultural de Roraima.
Página 16 — Boa Vista e a transformação histórica de Roraima
As referências abaixo correspondem às informações históricas e urbanísticas apresentadas na linha do tempo e nas representações visuais da página 16 de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
Referências principais:
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL — IPHAN. Patrimônio Material — Roraima. Informações históricas sobre o Forte São Joaquim do Rio Branco e o processo de ocupação da região.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA — IBGE. Boa Vista — Histórico. Registro da formação histórica e administrativa de Boa Vista, incluindo a Fazenda Boa Vista, a criação da freguesia, o município de Boa Vista do Rio Branco e sua posterior condição de capital.
BRASIL. Decreto-Lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943. Cria os Territórios Federais do Amapá, do Rio Branco, do Guaporé, de Ponta Porã e do Iguaçu.
BRASIL. Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943. Dispõe sobre a administração dos Territórios Federais recém-criados e estabelece suas capitais, incluindo Boa Vista para o Território Federal do Rio Branco.
BRASIL. Lei nº 4.182, de 13 de dezembro de 1962. Altera a denominação do Território Federal do Rio Branco para Território Federal de Roraima.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Art. 14 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias — ADCT. Transforma os Territórios Federais de Roraima e do Amapá em Estados Federados.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL — IPHAN. Lugar de Memória: o Plano Urbanístico de Boa Vista, Roraima. Documentação sobre a concepção e implantação do plano urbanístico da capital.
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Notas sobre as fontes:
Forte São Joaquim — 1775
A construção do Forte São Joaquim do Rio Branco teve início em 1775, na região da confluência dos rios Uraricoera e Tacutu.
O forte integrou o processo de ocupação portuguesa do vale do rio Branco e as estratégias de defesa e controle territorial adotadas pela Coroa portuguesa na região.
O IPHAN registra o início de sua construção em 1775 e sua presença no processo histórico de ocupação do atual território de Roraima.
Fazenda Boa Vista — 1830
A linha do tempo apresenta:
1830 — Fazenda Boa Vista
A data refere-se à Fazenda Boa Vista, estabelecida no século XIX e relacionada ao processo de formação do núcleo que posteriormente daria origem à cidade.
Ela não corresponde à criação formal do município.
O histórico administrativo registra etapas posteriores desse processo, incluindo a criação da freguesia, em 1858, e do município de Boa Vista do Rio Branco, em 1890.
Boa Vista do Rio Branco — Município — 1890
Em 9 de julho de 1890, o Decreto Estadual nº 49 criou o Município de Boa Vista do Rio Branco, com território desmembrado do município de Moura, no Estado do Amazonas.
A instalação do município ocorreu em 25 de julho de 1890.
Por essa razão, a linha do tempo da versão revisada da HQ utiliza:
1890 — Boa Vista do Rio Branco / Município
O registro diferencia a origem histórica relacionada à Fazenda Boa Vista da posterior constituição administrativa do município.
Território Federal do Rio Branco — 1943
Em 13 de setembro de 1943, o Decreto-Lei nº 5.812 criou o Território Federal do Rio Branco, desmembrando a área do Estado do Amazonas.
Em 21 de setembro de 1943, o Decreto-Lei nº 5.839 estabeleceu Boa Vista como capital do Território Federal do Rio Branco.
Esses acontecimentos são representados na linha do tempo da página.
Território Federal de Roraima — 1962
Em 13 de dezembro de 1962, a Lei nº 4.182 alterou a denominação do Território Federal do Rio Branco para:
Território Federal de Roraima
A lei determinou também que a capital continuaria sendo a cidade de Boa Vista.
Roraima torna-se Estado — 1988
A Constituição Federal de 1988 transformou os Territórios Federais de Roraima e Amapá em Estados Federados.
A determinação encontra-se no art. 14 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias — ADCT.
“Os Territórios Federais de Roraima e do Amapá são transformados em Estados Federados...”
A Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988.
O traçado urbano de Boa Vista
A página também representa o característico traçado radial de Boa Vista, frequentemente descrito como um plano em formato de leque.
Documentação do IPHAN registra que, em 1944, a empresa Riobrás Industrial Ltda. venceu o concurso para a implantação do plano urbanístico da capital do então Território Federal do Rio Branco.
O plano organizou vias que convergem para o centro cívico e administrativo da cidade, produzindo a configuração radial que caracteriza parte do desenho urbano de Boa Vista.
Pesquisa desenvolvida no âmbito do IPHAN documenta a implantação do plano entre 1946 e 1950 e sua relação com o engenheiro Darcy Aleixo Derenusson.
Página 18 — Neuber Uchôa: da infância à música e à família
Referências principais:
UCHÔA, Neuber. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, Roraima, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
RÁDIO SENADO. Registro biográfico e entrevista com Neuber Uchôa. A publicação aborda o início de sua trajetória artística ainda na infância, sua participação em programas de auditório, a mudança da voz na adolescência, o aprendizado do violão e o início das composições.
DICIONÁRIO CRAVO ALBIN DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. Neuber Uchôa. Verbete biográfico e catálogo de obras do artista, incluindo a composição Arrasta-te.
AMAZÔNIA LATITUDE. Entrevista com Neuber Uchôa. Registro sobre sua trajetória artística, vida familiar, seus cinco filhos e a presença da arte nas relações familiares.
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Notas sobre as fontes:
Infância e programas de auditório
Neuber Uchôa começou a cantar ainda criança.
Em entrevista à Rádio Senado, sua trajetória é apresentada a partir de participações em programas de auditório aos três anos de idade.
Neuber também relatou publicamente que começou a cantar muito pequeno, por influência de sua mãe, participando de programas de auditório apresentados pelo comunicador Jaber Xaud.
Na entrevista audiovisual realizada para Roraimeira: Vozes, traços e cores, Neuber detalhou essas memórias e mencionou apresentações no Cine Theatro Boa Vista, localizado na Avenida Jaime Brasil, e posteriormente na Rádio Roraima, nas proximidades da igreja de São Sebastião.
Fonte primária: UCHÔA, Neuber. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares para a produção da HQ. Boa Vista, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
Mudança da voz e aprendizado do violão
Aos 13 anos, com a mudança da voz, Neuber afastou-se temporariamente do canto e passou a se aproximar do violão.
Essa passagem também aparece em registro da Rádio Senado, segundo o qual, após a mudança da voz, Neuber decidiu aprender violão e posteriormente começou a compor.
Na entrevista realizada para a HQ, o próprio artista relatou suas lembranças desse período e o aprendizado dos primeiros acordes.
“Arrasta-te”
Neuber relaciona o período inicial de aprendizado do violão à composição de “Arrasta-te” em seu depoimento para a HQ.
A autoria e a existência da composição também estão registradas no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, que inclui Arrasta-te entre as obras de Neuber Uchôa.
Os detalhes sobre os primeiros acordes e as circunstâncias da criação apresentados na narrativa têm como fonte o depoimento do próprio artista.
Rio de Janeiro e referências musicais
A passagem de Neuber pelo Rio de Janeiro e sua referência a Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque como influências daquele período foram relatadas por Neuber durante a entrevista realizada para a HQ.
A declaração:
“No Rio, me inspirei em Gil, Caetano e Chico.”
é reproduzida a partir desse depoimento.
Fonte primária: UCHÔA, Neuber. Entrevista audiovisual concedida a Franco Soares. Boa Vista, 2026. Arquivo audiovisual do projeto.
Família e arte
Neuber Uchôa é pai de cinco filhos: Carolina, Neuber Jr., Liber, Tauã e Taura.
Em entrevista à Amazônia Latitude, o artista fala sobre seus cinco filhos e sobre a presença da arte nas atividades realizadas pela família.
Na entrevista audiovisual realizada para a HQ, Neuber também falou sobre sua relação com os filhos e declarou:
“Sou o melhor amigo dos meus filhos.”
A declaração apresentada na página tem como fonte direta essa entrevista.
Texto de encerramento da página
O trecho final da página:
“Mais que um legado artístico, Neuber construiu uma família unida pela amizade, pelo respeito e pela paixão pela arte.”
não corresponde a uma declaração literal de Neuber Uchôa nem a um trecho retirado de publicação externa.
Trata-se de uma síntese narrativa elaborada para a HQ, a partir dos depoimentos de Neuber sobre sua relação com os filhos e a presença da arte na família.
Página 19 — Neuber Uchôa: regionalismo, Academia e “Cruviana”
Referências Principais:
UCHÔA, Neuber. Entrevista concedida para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Registro audiovisual. Acervo do autor.
ACADEMIA RORAIMENSE DE LETRAS — ARL. Registro institucional sobre Neuber Uchôa, integrante da Academia e ocupante da Cadeira nº 12. Publicação no canal oficial da instituição no Instagram.
FRAGA, Rosidelma Pereira. Identidade e pertencimento na música amazônica: lenda e poesia em Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, v. 12, n. 2, p. 19–34, 2019. DOI: 10.24979/282.
RÁDIO NACIONAL. Neuber Uchôa e o regionalismo pop da Roraimeira. Série especial Roraimeira 40 anos. 18 set. 2024.
PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Mormaço Cultural: conheça um pouco mais sobre os artistas da terra que vão agitar o festival. Registro institucional sobre Neuber Uchôa e seu repertório.
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Notas sobre as Fontes:
O encontro com Maria das Dores Brasil e o regionalismo
O encontro de Neuber Uchôa com a professora Maria das Dores Brasil, em 1981, é apresentado na HQ a partir do relato do próprio artista, registrado durante a entrevista audiovisual realizada especialmente para o projeto.
Segundo Neuber, a conversa contribuiu para que ele passasse a perceber Roraima e seus elementos culturais como matéria para sua produção artística.
Por se tratar de uma lembrança autobiográfica, o episódio é tratado como fonte primária testemunhal. A fala atribuída a Maria das Dores Brasil na narrativa deve ser compreendida dentro dessa reconstrução memorialística, e não como transcrição documental de uma conversa ocorrida em 1981.
A relação de Neuber com o regionalismo possui também corroboração em registros posteriores, nos quais o próprio compositor relaciona o Movimento Roraimeira à busca por uma estética capaz de representar o estado e sua diversidade cultural.
“Nossa Bossa” — 1984
A referência a “Nossa Bossa”, apresentada na HQ como momento em que Neuber passa a cantar Roraima em suas composições, tem como fonte principal o depoimento do próprio artista na entrevista realizada para a produção da HQ.
A existência da composição no repertório de Neuber possui também registro independente em fonte institucional da Prefeitura de Boa Vista.
A formulação adotada na HQ preserva, portanto, o caráter autobiográfico da informação sobre a importância da música em sua trajetória.
“Cruviana” — obra-prima segundo Neuber Uchôa
A declaração:
“Cruviana é minha obra-prima. Os pronomes possessivos que dão início ao refrão... aquilo foi tudo trabalhado.”
tem como fonte a entrevista audiovisual concedida por Neuber Uchôa especialmente para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
No depoimento, o compositor define Cruviana como sua obra-prima e comenta o cuidado empregado na construção da composição, destacando particularmente o uso dos pronomes possessivos no início do refrão.
A fala apresentada na HQ foi condensada para adequação ao espaço do balão, preservando o sentido do depoimento original.
A composição também aparece em pesquisas acadêmicas relacionadas à identidade, ao pertencimento e ao imaginário cultural de Roraima, oferecendo corroboração independente para sua inserção no contexto cultural abordado pela HQ.
“Cruviana” e o FEMUR — 1991
A participação de “Cruviana” no Festival de Música de Roraima — FEMUR, em 1991, e a informação de que a composição não passou da fase classificatória são apresentadas a partir do relato de Neuber Uchôa na entrevista realizada para a HQ.
O artista também relatou a particularidade envolvendo a numeração daquela edição: o festival inicialmente identificado como 4º FEMUR teria passado a ser denominado 6º FEMUR, após a contabilização de festivais realizados anteriormente.
Como esses detalhes têm como fonte principal o testemunho do próprio artista, são tratados no material de pesquisa como memória autobiográfica, sem acrescentar por inferência informações que não tenham sido confirmadas por documentação independente.
Sobre a entrevista realizada para a HQ
A entrevista audiovisual com Neuber Uchôa constitui a principal fonte primária desta página.
Ela fundamenta especialmente as passagens relacionadas ao encontro com Maria das Dores Brasil, ao significado de Nossa Bossa em sua trajetória, à participação de Cruviana no FEMUR e à declaração do compositor de que considera a canção sua obra-prima.
Os registros acadêmicos, institucionais e jornalísticos utilizados na pesquisa funcionam como fontes complementares e de contextualização.
Página 20 — “Cruviana”: território e pertencimento
Referências Principais:
FRAGA, Rosidelma Pereira. Identidade e pertencimento na música amazônica: lenda e poesia em Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, v. 12, n. 2, p. 19–34, 2019. DOI: 10.24979/282.
Estudo acadêmico que analisa Cruviana no contexto da construção da identidade cultural roraimense, abordando relações entre lugar, memória, pertencimento e diversidade.
AMAZÔNIA LATITUDE. Entrevista com Neuber Uchôa e Eliakin Rufino sobre música, identidade e o Movimento Roraimeira. 29 jan. 2024.
Na entrevista, Neuber relaciona sua produção artística e o Movimento Roraimeira à busca por uma expressão capaz de representar elementos e a diversidade cultural de Roraima.
UCHÔA, Neuber. Entrevista concedida para a produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Registro audiovisual. Acervo do autor.
Fonte primária complementar para a trajetória da composição e para as declarações de Neuber Uchôa sobre Cruviana. Os aspectos históricos relacionados à criação da música e à sua participação no FEMUR estão detalhados nas Fontes da página 19.
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Notas sobre as Fontes:
“Cruviana” — autoria e contexto
A página 20 apresenta uma interpretação visual de “Cruviana”, composição de Neuber Uchôa, articulando elementos presentes na canção a referências de território, paisagem, povos originários e pertencimento.
A autoria e a inserção de Cruviana na produção musical de Neuber Uchôa aparecem em registros sobre o artista e em pesquisas acadêmicas dedicadas ao Movimento Roraimeira.
Os aspectos históricos relacionados à criação da composição, sua participação no Festival de Música de Roraima — FEMUR e as declarações de Neuber sobre a importância da música em sua trajetória estão documentados nas Fontes da página 19 desta Webcomic.
Identidade e pertencimento
A composição articula expressões relacionadas a aldeia, teia, rio e tribo, estabelecendo poeticamente relações entre indivíduo, território e cultura.
O estudo de Rosidelma Pereira Fraga, publicado na revista Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, da Universidade Estadual de Roraima — UERR, analisa Cruviana no contexto da construção da identidade e do pertencimento cultural roraimense.
A pesquisa relaciona a produção poético-musical abordada a elementos como lugar, memória, pertencimento e diversidade cultural, oferecendo fundamentação acadêmica para a contextualização da composição dentro da temática identitária presente na HQ.
Em entrevista à Amazônia Latitude, Neuber Uchôa também relaciona sua produção e o Movimento Roraimeira à busca por uma expressão artística vinculada à diversidade cultural de Roraima.
A teia e o traçado urbano de Boa Vista
A teia apresentada na ilustração, inspirada visualmente no característico traçado das ruas centrais de Boa Vista, constitui uma interpretação gráfica do autor da HQ.
A solução estabelece um diálogo visual entre a referência à “teia” presente na composição e o desenho urbano radial da capital roraimense.
Não se pretende afirmar, portanto, que a letra de Cruviana faça referência ao plano urbanístico de Boa Vista.
A associação entre os dois elementos ocorre exclusivamente no campo da interpretação visual da HQ.
As informações históricas sobre o traçado urbano de Boa Vista e sua implantação estão documentadas nas Fontes da página 16 desta Webcomic.
Interpretação visual
A disposição conjunta do rio Branco, referências indígenas, música, território, paisagem e traçado urbano não pretende constituir uma representação geográfica ou histórica literal.
Trata-se de uma síntese visual autoral dos temas e imagens evocados pela composição.
Essa distinção é importante porque separa os elementos documentalmente verificáveis — autoria da música, contexto cultural, identidade, território e referências históricas — das escolhas de composição realizadas pelo autor para transformar esses elementos em narrativa gráfica.
Página 21 — “Cruviana”: sabores, cotidiano e imaginário roraimense
Referências Principais:
UCHÔA, Neuber. Cruviana. Composição musical. As informações sobre a trajetória da composição e as declarações do compositor estão detalhadas nas Fontes da página 19 desta Webcomic.
Estudo acadêmico sobre os lexemas nas músicas do Trio Roraimeira. Pesquisa sobre regionalismos e elementos culturais presentes nas composições Roraimeira, Cruviana e Cidade do Campo, incluindo referências a damurida/damorida e capitiana.
O estudo registra damurida/damorida como preparação indígena marcada pelo uso de pimenta e define capitiana como rede de dormir confeccionada em couro bovino não curtido, tradicionalmente utilizada no interior de Roraima.
CÂMARA DOS DEPUTADOS. Projeto de Lei nº 1.247/2024. Proposta de reconhecimento da Rede Capitiana como patrimônio cultural imaterial dos roraimenses.
O texto legislativo identifica a capitiana como rede de dormir típica de Roraima e registra sua confecção tradicional em couro bovino não curtido.
ESBELL, Jaider. A Capitiana Conta a Nossa História. Instalação apresentada na exposição Vaivém. A obra utiliza a rede de couro como elemento relacionado à história, ao território e às experiências culturais de Roraima.
SOARES, Franco. Depoimento pessoal do autor de Roraimeira: Vozes, traços e cores. Memória relacionada à confecção artesanal de redes capitianas por seu avô, Jesus Nazareno de Souza Cruz, no interior de Roraima. Acervo da pesquisa.
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Notas sobre as Fontes:
Regionalismos em “Cruviana”
A página 21 dá continuidade à interpretação visual de “Cruviana”, composição de Neuber Uchôa.
Os versos aproximam a música de referências relacionadas ao cotidiano e à cultura de Roraima, reunindo alimentação, rede, café, vento e expressões regionais.
Termos presentes na composição, como chibé, damurida, capitiana e cruviana, também aparecem em pesquisas acadêmicas dedicadas ao vocabulário e aos regionalismos presentes nas músicas associadas ao Trio Roraimeira.
Essas fontes ajudam a contextualizar o vocabulário empregado na composição sem substituir o caráter poético da letra por uma interpretação única de seus versos.
A capitiana
No verso:
“Teu café na rede, mi capitiana”
a palavra capitiana possui respaldo documental como denominação de uma rede tradicional relacionada à cultura de Roraima.
Estudo acadêmico sobre os lexemas presentes nas músicas do Trio Roraimeira define a capitiana como rede de dormir confeccionada em couro não curtido de bovinos, tradicionalmente utilizada no interior de Roraima.
A mesma relação aparece no Projeto de Lei nº 1.247/2024, apresentado na Câmara dos Deputados, que propõe o reconhecimento da Rede Capitiana como patrimônio cultural imaterial dos roraimenses. O texto legislativo caracteriza a peça como uma rede típica de Roraima, confeccionada tradicionalmente em couro bovino não curtido.
Essas fontes oferecem sustentação independente para a interpretação de “mi capitiana” como referência à rede de couro tradicional de Roraima.
A capitiana nas artes visuais
A presença da capitiana como elemento relacionado à memória e ao território roraimense também aparece nas artes visuais.
O artista macuxi Jaider Esbell apresentou, na exposição Vaivém, a instalação A Capitiana Conta a Nossa História, utilizando a rede de couro como elemento artístico relacionado à história e às experiências culturais do território de Roraima.
Esse registro não é utilizado para estabelecer o significado do verso de Neuber Uchôa, mas como referência cultural complementar sobre a presença da capitiana no imaginário e nas artes visuais relacionadas a Roraima.
Memória pessoal do autor
A capitiana representada nesta página possui também uma dimensão de memória pessoal.
O autor da HQ, Franco Soares, recorda ter acompanhado seu avô, Jesus Nazareno de Souza Cruz, confeccionando artesanalmente redes capitianas em couro de boi durante sua convivência no interior de Roraima.
Essa experiência integra o repertório cultural utilizado na interpretação visual do verso de Cruviana.
O depoimento pessoal não é utilizado como única comprovação do significado do termo. A identificação da capitiana como rede tradicional de couro possui também respaldo nas fontes acadêmicas e institucionais citadas acima.
A memória é registrada, portanto, por seu valor testemunhal e afetivo, documentando uma experiência vivida relacionada à tradição representada na HQ.
Cruviana e o imaginário popular
A referência à Cruviana está relacionada ao imaginário cultural roraimense associado ao vento frio das noites e madrugadas.
Na página, essa dimensão é transformada visualmente em uma grande figura feminina azul, cujos cabelos e corpo se confundem com o movimento do vento enquanto ela atravessa a composição e envolve o personagem.
Essa representação constitui uma interpretação visual autoral. Não pretende estabelecer uma representação única ou definitiva da Cruviana no imaginário popular.
Interpretação visual
A página reúne alimentação, café, capitiana, paisagem e Cruviana em uma mesma composição.
A disposição desses elementos não pretende representar literalmente um espaço ou acontecimento específico. Trata-se de uma síntese visual dos elementos culturais e das imagens poéticas presentes na composição de Neuber Uchôa.
As informações históricas relacionadas à criação de Cruviana, à participação da música no FEMUR e às declarações do próprio compositor sobre a obra estão documentadas nas Fontes da página 19 desta Webcomic.
Página 22 — O primeiro espetáculo Roraimeira no Teatro Amazonas
Referências Principais:
CAMPOS, André Nonato Alves King e. Pesquisa acadêmica — Universidade Federal de Roraima (UFRR). O estudo registra o primeiro espetáculo Roraimeira no Teatro Amazonas, em agosto de 1984, e reúne depoimentos de Eliakin Rufino e Neuber Uchôa sobre o acontecimento e seu significado para o movimento.
RÁDIO NACIONAL. Show celebra 40 anos da Roraimeira. Programa Mosaico, 6 set. 2024. O registro informa que a primeira apresentação do trio ocorreu em 28 de agosto de 1984, no Teatro Amazonas, em Manaus.
SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO AMAZONAS. Teatro Amazonas. Informações institucionais sobre a história e a arquitetura do edifício, incluindo a Sala de Espetáculos e as telas do teto.
PREFEITURA DE MANAUS. O que ver e fazer em Manaus — Teatro Amazonas. Registro institucional sobre a história e a arquitetura do Teatro Amazonas. A página destaca, entre os elementos da Sala de Espetáculos, a pintura do teto feita em alusão à base da Torre Eiffel, em Paris, além das quatro telas produzidas pela Casa Carpezot.
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Notas sobre as Fontes:
O primeiro espetáculo Roraimeira — 1984
A página 22 representa um dos principais marcos históricos abordados na HQ: a apresentação de Zeca Preto, Neuber Uchôa e Eliakin Rufino no Teatro Amazonas, em Manaus, em agosto de 1984.
Pesquisa acadêmica vinculada à Universidade Federal de Roraima — UFRR registra o primeiro show do trio no Teatro Amazonas em agosto daquele ano e reúne depoimentos dos próprios integrantes sobre o acontecimento.
Registros produzidos por ocasião das comemorações dos 40 anos do Roraimeira, em 2024, permitem precisar a data da apresentação como 28 de agosto de 1984. A Rádio Nacional registra expressamente essa data como a primeira apresentação do trio.
Na arte da HQ foi mantida apenas a indicação:
“Manaus, 1984.”
A opção preserva a fluidez da narrativa gráfica, enquanto a data completa fica documentada nesta página de fontes.
O Teatro Amazonas e seu teto
Inaugurado em 31 de dezembro de 1896, o Teatro Amazonas constitui um importante patrimônio histórico e arquitetônico brasileiro.
Na Sala de Espetáculos, o teto abobadado reúne quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot, com alegorias relacionadas à música, dança, tragédia e uma homenagem ao compositor Carlos Gomes.
Um detalhe arquitetônico representado na ilustração da HQ mereceu verificação específica durante a revisão documental: a associação visual entre a estrutura do teto e a Torre Eiffel observada de baixo.
PREFEITURA DE MANAUS. O que ver e fazer em Manaus — Teatro Amazonas. Registro institucional sobre a arquitetura do Teatro Amazonas. A página destaca, no interior da sala de espetáculos, a pintura realizada em alusão à base da Torre Eiffel de Paris, além das quatro telas produzidas em Paris pela Casa Carpezot.
Essa referência oferece sustentação documental para o detalhe arquitetônico utilizado na representação do interior do teatro na página 22.
O espetáculo como marco do Movimento Roraimeira
O espetáculo realizado no Teatro Amazonas é registrado por diferentes fontes como marco inicial do Movimento Roraimeira.
A Rádio Nacional identifica a apresentação de 1984 como o primeiro espetáculo do trio e registra que a data passou a ser utilizada como marco inicial do movimento.
Outros registros históricos situam a primeira apresentação em Manaus, seguida, em outubro do mesmo ano, pela apresentação do espetáculo em Boa Vista.
Por esse motivo, a versão revisada da HQ utiliza a formulação:
“Naquela noite de 1984, entre a grandiosidade do Teatro Amazonas e a magia da música, o público testemunhava um momento que se tornaria o marco inicial do Movimento Roraimeira.”
A expressão “se tornaria” é especialmente adequada: evita sugerir que naquele exato momento já existisse uma definição histórica consolidada do acontecimento como marco fundador.
Roraimeira e a Semana de Arte Moderna
A aproximação apresentada na HQ entre o Roraimeira e a Semana de Arte Moderna de 1922 não pretende estabelecer equivalência histórica entre os dois acontecimentos nem afirmar uma relação direta de influência.
O paralelo possui, entretanto, uma fonte particularmente relevante.
Pesquisa acadêmica da UFRR reproduz depoimento de Neuber Uchôa, extraído do documentário Roraimeira — Expressão Amazônica, no qual o artista, ao recordar aquele período de mobilização cultural, utiliza a expressão:
“[...] foi a nossa semana de arte moderna...”
No mesmo relato, Neuber relaciona o momento à produção artística dedicada a Roraima e à cultura indígena.
Portanto, o paralelo empregado na HQ não surge apenas como associação posterior do autor dos quadrinhos. Ele encontra respaldo também na memória de um dos próprios integrantes do Movimento Roraimeira.
Na narrativa da HQ, a referência funciona como contextualização histórica e interpretação narrativa, preservando a diferença de escala, contexto e significado entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e o processo cultural desenvolvido em Roraima.
Página 23 — Reconhecimento e legado do Movimento Roraimeira
Referências Principais:
LIMA, Rayane; RODRIGUES, Caíque. Caldeirão de culturas e valorização regional: Movimento Roraimeira completa 40 anos de história. g1 Roraima, 28 ago. 2024. Reportagem especial publicada por ocasião dos 40 anos do Movimento Roraimeira, reunindo depoimentos dos artistas e de pesquisadores. A matéria registra a avaliação da pesquisadora Cátia Monteiro Wankler, da Universidade Federal de Roraima — UFRR, que caracteriza o Roraimeira como “o último grande movimento cultural do século 20”.
OLIVEIRA, Rafael da Silva; WANKLER, Cátia Monteiro; SOUZA, Carla Monteiro de. Identidade e poesia musicada: panorama do Movimento Roraimeira a partir da cidade de Boa Vista como uma das fontes de inspiração. ACTA Geográfica, v. 3, n. 6, jul./dez. 2009, p. 27–37. DOI: 10.5654/actageo2009.0306.0003. O artigo analisa o surgimento e a contribuição do Movimento Roraimeira para a construção e divulgação da identidade roraimense.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA — UERR. Documentação do Conselho Universitário referente à outorga do título de Doutor Honoris Causa aos integrantes do Trio Roraimeira: Eliakin Rufino de Souza, Neuber Francisco Melo Uchôa e José Maria de Souza Garcia (Zeca Preto). Processo nº 17201.004292/2024.71. A documentação institucional identifica os três artistas como precursores do Movimento Roraimeira.
BRASIL. Ministério da Cultura. Ordem do Mérito Cultural — 2018. Registro da concessão da Ordem do Mérito Cultural aos integrantes do Roraimeira, Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa, na classe Cavaleiro.
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Notas sobre as Fontes:
Ordem do Mérito Cultural — 2018
Em 2018, Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa foram agraciados com a Ordem do Mérito Cultural, na classe Cavaleiro.
A referência à honraria na HQ documenta o reconhecimento institucional recebido pelos três artistas em razão de sua contribuição cultural.
Doutor Honoris Causa — UERR
Em 2024, a Universidade Estadual de Roraima — UERR aprovou a outorga do título de Doutor Honoris Causa aos três integrantes do Roraimeira: Eliakin Rufino de Souza, Neuber Francisco Melo Uchôa e José Maria de Souza Garcia (Zeca Preto).
A concessão está documentada no Processo nº 17201.004292/2024.71, submetido ao Conselho Universitário da UERR. A documentação institucional identifica expressamente os três artistas como precursores do Movimento Roraimeira.
Roraimeira, identidade e produção cultural
A relação entre o Movimento Roraimeira e a construção de referências de identidade cultural possui respaldo em pesquisas acadêmicas.
O artigo Identidade e poesia musicada, de Rafael da Silva Oliveira, Cátia Monteiro Wankler e Carla Monteiro de Souza, analisa o surgimento e as transformações do movimento e sua contribuição para a construção e divulgação da identidade roraimense, a partir de composições relacionadas à cidade de Boa Vista.
Esse estudo oferece fundamentação acadêmica para contextualizar o Roraimeira como fenômeno cultural relacionado à construção de referências identitárias em Roraima.
O legado para outras linguagens artísticas
A página utiliza referências à fotografia, pintura, desenho, literatura e outras formas de expressão como uma síntese visual autoral da permanência e circulação de elementos associados à cultura de Roraima.
Essa representação não pretende estabelecer que todos os artistas ou manifestações culturais representados tenham sido diretamente influenciados pelo Movimento Roraimeira.
A composição funciona como interpretação narrativa sobre a presença e a circulação de referências culturais relacionadas a território, memória e identidade em diferentes linguagens artísticas.
A avaliação de Cátia Monteiro Wankler
A página encerra com uma avaliação da pesquisadora Cátia Monteiro Wankler, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Roraima e coautora de estudos acadêmicos sobre o Movimento Roraimeira. Sua participação no artigo Identidade e poesia musicada está confirmada no registro oficial da ACTA Geográfica.
Em reportagem especial publicada pelo g1 Roraima em 28 de agosto de 2024, por ocasião dos 40 anos do movimento, Cátia caracteriza o Roraimeira como:
“o último grande movimento cultural do século 20.”
A declaração é apresentada na HQ como avaliação da pesquisadora, e não como classificação histórica consensual ou definitiva do Movimento Roraimeira.
Interpretação visual
A parte inferior da página utiliza uma composição formada por instrumentos e referências de diferentes linguagens artísticas para representar visualmente a ideia de continuidade e circulação cultural.
A disposição desses elementos constitui uma interpretação visual do autor da HQ, e não um inventário documental ou uma relação exaustiva das manifestações artísticas influenciadas pelo Roraimeira.
Portanto, o paralelo empregado na HQ não surge apenas como associação posterior do autor dos quadrinhos. Ele encontra respaldo também na memória de um dos próprios integrantes do Movimento Roraimeira.
Na narrativa da HQ, a referência funciona como contextualização histórica e interpretação narrativa, preservando a diferença de escala, contexto e significado entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e o processo cultural desenvolvido em Roraima.
Página 24 — Roraimeira 40 anos
Referências Principais:
RÁDIO NACIONAL / EBC. Show celebra 40 anos da Roraimeira. Programa Mosaico, 6 set. 2024. Registro sobre o espetáculo comemorativo realizado em Boa Vista e contextualização histórica dos 40 anos do Movimento Roraimeira.
PREFEITURA MUNICIPAL DE BOA VISTA. Registro institucional sobre a programação do Mormaço Cultural 2024 no Teatro Municipal de Boa Vista, incluindo o espetáculo comemorativo dos 40 anos do Roraimeira.
SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DO AMAZONAS. Programação oficial do Teatro Amazonas — setembro de 2024. Registro do espetáculo Roraimeira 40 Anos, realizado em 15 de setembro de 2024, e referência à primeira apresentação dos artistas naquele teatro, em 28 de agosto de 1984.
RÁDIO NACIONAL / EBC. Zeca Preto: “cantamos o orgulho de ser Roraima”. Série especial sobre os 40 anos do Roraimeira. Depoimento de Zeca Preto sobre a formação do movimento, identidade e pertencimento cultural.
PRETO, Zeca; RUFINO, Eliakin; UCHÔA, Neuber. Entrevistas audiovisuais concedidas a Franco Soares para a pesquisa e produção da HQ Roraimeira: Vozes, traços e cores. Boa Vista, 2026. Arquivos audiovisuais do autor.
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Notas sobre as Fontes:
Roraimeira 40 anos — Boa Vista, 2024
A página 24 apresenta a celebração dos 40 anos do Movimento Roraimeira, estabelecendo visualmente uma relação entre o espetáculo histórico de 1984 e as comemorações realizadas quatro décadas depois.
Em 8 de setembro de 2024, Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa apresentaram o espetáculo comemorativo Roraimeira 40 Anos, no Teatro Municipal de Boa Vista, dentro da programação do Festival Mormaço Cultural 2024.
A Rádio Nacional/EBC registrou o espetáculo e contextualizou as quatro décadas de trajetória do movimento. A Prefeitura de Boa Vista também documentou a apresentação realizada na Sala Roraimeira do Teatro Municipal, destacando a presença de artistas de outras gerações na celebração.
O retorno ao Teatro Amazonas
As comemorações tiveram continuidade em 15 de setembro de 2024, quando os três artistas retornaram ao Teatro Amazonas, em Manaus, quatro décadas depois da apresentação realizada naquele palco em 28 de agosto de 1984.
A programação oficial da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas registra tanto o espetáculo comemorativo de 2024 quanto a apresentação de 1984.
O documento também contextualiza a produção do Roraimeira a partir de sua temática regionalista e de referências relacionadas às riquezas naturais, costumes, miscigenação e raízes indígenas de Roraima.
As informações históricas sobre o espetáculo de 28 de agosto de 1984 estão detalhadas nas Fontes da página 22 desta Webcomic.
Identidade e pertencimento
A relação entre o Movimento Roraimeira e a construção de referências de identidade e pertencimento cultural aparece tanto nos depoimentos dos artistas quanto nos registros produzidos durante as comemorações de seus 40 anos.
Em série especial da Rádio Nacional, Zeca Preto recorda a formação do movimento e relaciona sua produção artística ao orgulho e ao pertencimento a Roraima.
Esses registros oferecem contexto documental para a dimensão identitária representada na página, sem atribuir aos três artistas uma declaração coletiva que não tenha sido registrada dessa forma.
“Tributo ao povo de Roraima”
A ideia apresentada na HQ de que a celebração dos 40 anos constitui também um tributo ao povo e à identidade cultural de Roraima deve ser compreendida como uma síntese editorial da narrativa.
Ela foi construída a partir da trajetória histórica do Movimento Roraimeira, das entrevistas realizadas com Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa para a produção da HQ e dos registros sobre as comemorações de 2024.
Não se trata, portanto, de uma frase literal atribuída conjuntamente aos três artistas.
Essa distinção preserva a separação entre declarações documentadas dos entrevistados e a síntese narrativa elaborada pelo autor da HQ.
Interpretação visual — 1984 e 2024
A página estabelece uma relação visual direta com o espetáculo histórico representado anteriormente na HQ.
Na representação de 1984, o palco e os artistas ocupam o centro da experiência. Na celebração de 2024, a composição amplia a presença do público, colocando-o em primeiro plano.
Essa inversão de perspectiva constitui uma escolha narrativa e visual do autor, utilizada para representar graficamente a passagem de quatro décadas e a relação construída entre os artistas, sua produção cultural e o público.
Não se trata de reconstrução documental da posição exata dos espectadores ou do ponto de vista de uma fotografia específica, mas de uma interpretação gráfica dos acontecimentos históricos documentados.
As entrevistas audiovisuais com Zeca Preto, Eliakin Rufino e Neuber Uchôa, realizadas para a pesquisa e produção de Roraimeira: Vozes, traços e cores, constituem fontes primárias complementares para a construção narrativa desta página.
Os registros preservam depoimentos dos próprios artistas sobre suas trajetórias, o Movimento Roraimeira e sua relação com a cultura de Roraima.
Página 25 — O imaginário de Roraima em uma construção coletiva
Referências Principais:
BRASIL, Siddhartha. Entre a pena e o monte: o imaginário de Roraima forjado por seus Imortais. Dissertação — Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Federal de Roraima (UFRR). Orientação: Maurício Elias Zouein. Defesa: 4 set. 2025. 87 p.
A pesquisa investiga a construção do imaginário de Roraima a partir das experiências, memórias e referências culturais de integrantes da Academia Roraimense de Letras.
BRASIL, Siddhartha. Instrumento utilizado nas entrevistas da pesquisa Entre a pena e o monte: o imaginário de Roraima forjado por seus Imortais. Documento original encaminhado a Franco Soares pelo pesquisador durante o desenvolvimento do trabalho. Acervo do autor.
O documento contém a pergunta utilizada como referência para a composição da página:
“Quem ou o que simboliza melhor a cultura de Roraima?”
SOARES, Franco. Ilustração produzida a partir das referências resultantes da pesquisa de Siddhartha Brasil. Trabalho desenvolvido como interpretação visual dos elementos mencionados pelos participantes da pesquisa e posteriormente incorporado à narrativa de Roraimeira: Vozes, traços e cores.
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Notas sobre as Fontes:
A pesquisa acadêmica
A página 25 encerra a narrativa principal de Roraimeira: Vozes, traços e cores com uma composição visual construída a partir de pesquisa acadêmica desenvolvida pelo jornalista Siddhartha Brasil, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Roraima — UFRR.
A dissertação, intitulada Entre a pena e o monte: o imaginário de Roraima forjado por seus Imortais, foi defendida em 4 de setembro de 2025, sob orientação de Maurício Elias Zouein.
O trabalho investiga como integrantes da Academia Roraimense de Letras constroem o imaginário de Roraima a partir de suas experiências, memórias e referências culturais.
A pergunta que deu origem ao painel
Entre as questões apresentadas aos participantes da pesquisa estava:
“Quem ou o que simboliza melhor a cultura de Roraima?”
A formulação foi conferida no documento original utilizado na pesquisa e encaminhado pelo próprio Siddhartha Brasil a Franco Soares.
As referências mencionadas nas respostas dos participantes constituíram a matéria-prima para a composição ilustrada apresentada nesta página.
A preservação da pergunta em sua formulação original é importante porque deixa claro que os elementos representados no painel resultam de uma investigação sobre percepções e imaginários culturais, e não de uma seleção de símbolos oficiais do Estado de Roraima.
Da pesquisa à imagem
O painel apresentado na página 25 não corresponde a uma imagem previamente existente nem a uma reprodução literal da dissertação.
Trata-se de uma interpretação e síntese visual criada por Franco Soares a partir das referências obtidas na pesquisa de Siddhartha Brasil.
A participação do artista no processo encontra registro também nas informações acadêmicas relacionadas ao trabalho, que mencionam a criação de uma imagem coletiva a partir das entrevistas, materializando visualmente elementos presentes no imaginário dos integrantes da Academia Roraimense de Letras.
Dessa forma, é importante distinguir duas etapas:
a pesquisa e as respostas dos participantes constituem a base documental;
a seleção, organização espacial e representação gráfica desses elementos constituem o trabalho interpretativo do ilustrador.
Um mosaico de referências
A composição reúne referências relacionadas a paisagem, história, povos originários, manifestações culturais, alimentação, literatura, música, artes visuais e outros elementos associados a Roraima.
A presença conjunta desses elementos não deve ser interpretada como uma classificação, hierarquia ou levantamento estatístico dos símbolos culturais do estado.
O painel constitui uma síntese artística dos elementos resultantes da pesquisa, organizados visualmente em uma única composição.
Também não pretende estabelecer um símbolo definitivo ou oficial para a cultura de Roraima.
Interpretação visual
A disposição, escala, aproximação e relação entre os diferentes elementos representados são escolhas de composição realizadas pelo autor da ilustração.
A pesquisa fornece as referências culturais; a forma como essas referências passam a coexistir visualmente pertence ao campo da interpretação artística.
Essa distinção preserva a separação entre resultado de pesquisa e linguagem visual, princípio adotado também nas demais páginas desta seção de Fontes.
Relação com o encerramento da HQ
Ao ser incorporado à página 25 de Roraimeira: Vozes, traços e cores, o painel adquire também uma função específica dentro da narrativa da HQ.
Elementos relacionados à cultura, paisagem, história e identidade de Roraima, apresentados em diferentes momentos da reportagem em quadrinhos, reaparecem reunidos em seu encerramento.
Essa utilização do painel como síntese visual da narrativa da HQ é uma decisão editorial do autor e deve ser distinguida da finalidade acadêmica original da pesquisa de Siddhartha Brasil.
Recursos Disponíveis:
🎧 Audiodescrição
🔊 Leitores de tela
🖼️ Texto ALT
📖 Descrição longa
📚 Contexto histórico
📱 Webcomic acessível.
