Roraimeira: Vozes, traços e cores - Página 07

Página em quadrinhos mostrando como Zeca Preto ganhou seu primeiro violão, aprendeu a tocar observando as aulas da irmã e chegou a Boa Vista em 1975.

Acessibilidade - Pág 07

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Transcrição Textual da Audiodescrição:

Contexto
Primeira página da narrativa biográfica de Zeca Preto. A história é construída a partir de lembranças contadas pelo próprio artista durante a entrevista realizada para a HQ.

 

Leitura visual
A página é composta por sete quadros em preto e branco, organizados em sequência cronológica. No canto inferior esquerdo há uma caricatura colorida de Zeca Preto comentando os acontecimentos. A narrativa mistura cenas ilustradas com uma fotografia antiga representada em desenho.

 

Descrição
Na parte superior, um quadro de texto apresenta José Maria de Souza Garcia, conhecido como Zeca Preto, e informa que ele nasceu em Belém do Pará. O texto anuncia que a página relata como começou sua relação com o violão.

Quadro 01
Dentro de uma casa simples, Nazaré Garcia, irmã de Zeca, recebe aulas de violão com um professor particular.

Os dois permanecem sentados frente a frente.
Ao fundo, parcialmente escondido atrás da porta, o jovem Zeca observa atentamente a aula.

Os textos explicam que Nazaré decidiu aprender violão, comprou um instrumento e contratou um professor particular. Enquanto isso, Zeca acompanhava tudo à distância, curioso.

Quadro 02
Depois da aula, Zeca aparece sozinho tocando o violão.
Notas musicais desenhadas ao redor do instrumento sugerem a prática constante.
O texto informa que ele repetia acordes e melodias até decorar todos os movimentos.

Quadro 03
Nazaré entrega o violão ao irmão.
Os dois sorriem.
O texto explica que ela percebeu que o instrumento não era sua verdadeira vocação.

Um balão registra sua fala:
"Rapaz, pega isso... Esse violão é teu! Não levo jeito não!"

Quadro 04
Uma fotografia antiga aparece representada em desenho, com bordas irregulares, como se estivesse colada sobre a página.

Nela, um jovem Zeca posa em pé ao lado do violão recém-conquistado.

A imagem transmite orgulho e felicidade.

No canto inferior esquerdo, uma caricatura colorida do Zeca atual comenta essa lembrança em um balão:

"Fiquei tão feliz com o violão que fiz pose para fotos."

Quadro 05
Um texto informa que, em março de 1975, Zeca decidiu mudar de vida e embarcou em um avião da antiga companhia Cruzeiro do Sul rumo a Boa Vista.

Ao lado, vê-se o artista sentado junto à janela da aeronave.

Pela janela aparece uma vista aérea de Boa Vista, com suas avenidas em traçado radial.
O Zeca retratado observa a cidade com expressão de encantamento.

Outro balão de fala completa a lembrança:
"Me apaixonei por essa terra quando vi Boa Vista do avião."

Ao centro do rodapé aparece o número da página: 07.

 

Leitura dos textos

Texto de abertura
Nascido em Belém do Pará, José Maria de Souza Garcia, o futuro Zeca Preto, relembra como começou sua relação com o violão.

Balões
Sua irmã, Nazaré Garcia, decidiu aprender a tocar violão.

Comprou um instrumento e contratou um professor particular.

Curioso, Zeca observava tudo à distância.

Quando a aula terminava, ele pegava o violão e praticava, repetindo acordes e melodias

até decorar cada movimento.

 

Com o passar do tempo, Nazaré percebeu que o violão não era sua vocação.

Balão Nazaré Garcia

RAPAZ, PEGA ISSO...

ESSE VIOLÃO É TEU!

NÃO LEVO JEITO NÃO!

 

Balão Zeca Preto (Caricatura)
FIQUEI TÃO FELIZ COM O VIOLÃO QUE FIZ POSE PARA FOTOS.

 

Em março de 1975, decidiu mudar de vida. Embarcou em um avião da antiga Cruzeiro do Sul rumo a Boa Vista, onde iniciaria uma nova história.

Balão Zeca Preto
ME APAIXONEI POR ESSA TERRA QUANDO VI BOA VISTA DO AVIÃO.

Fim da página.

 

Curiosidades/Contexto Histórico

A chegada de Zeca Preto a Boa Vista, em março de 1975, coincidiu com um período de intensas transformações em Roraima. Naquele momento, o território recebia migrantes de várias partes do país e começava a formar uma nova cena cultural.

O presente recebido da irmã, Nazaré Garcia, tornou-se decisivo para sua trajetória: foi com aquele primeiro violão que ele desenvolveu, de forma autodidata, a base musical que mais tarde contribuiria para a criação de algumas das canções mais marcantes do Movimento Roraimeira.