Acessibilidade - Pág 08
Transcrição Textual da Audiodescrição:
Contexto
A página apresenta momentos decisivos da trajetória do Movimento Roraimeira. Em sequência cronológica, mostra o encontro entre Zeca Preto, Neuber Uchôa e Eliakin Rufino no ambiente dos festivais de música de Roraima, em 1980, e acompanha a criação da canção “Roraimeira” e sua participação no II FEMUR, em 1984.
Leitura visual
A página é composta por diversos quadros em preto e branco, organizados em ordem cronológica. Os acontecimentos estão divididos em dois períodos: 1980 e 1984. No canto inferior esquerdo, uma caricatura colorida de Zeca Preto comenta um dos episódios narrados.
Descrição
Na parte superior esquerda, a data 1980 inicia a narrativa. Ao lado, um texto apresenta a participação de Zeca Preto no I Festival de Música de Roraima, em Boa Vista, ocasião em que encontrou Neuber Uchôa e Eliakin Rufino.
Logo abaixo, três pequenas ilustrações mostram artistas se apresentando ao violão no palco. Próximo às imagens aparece a classificação do festival, seguida de informações sobre sua realização pela Prefeitura de Boa Vista.
A parte central da página inicia o bloco referente a 1984.
Em um grande quadro, Zeca aparece sentado diante de uma mesa, tocando violão e escrevendo em folhas de papel. Sua expressão é concentrada. A cena representa o processo de composição da música “Roraimeira”.
Ao lado, um pequeno quadro mostra Zeca de costas, ainda com o violão, diante da composição recém-criada. Um balão anuncia:
“NASCIA RORAIMEIRA.”
Na sequência, os quadros apresentam a participação da canção no II FEMUR. “Roraimeira”, de Zeca Preto, e “Nossa Bossa”, de Neuber Uchôa, aparecem empatadas na vigésima primeira posição, inicialmente fora das vinte músicas classificadas.
Outro trecho apresenta o episódio, relatado pelos artistas entrevistados para a HQ, em que Eliakin reconheceu entre as letras publicadas em jornal uma canção que já havia participado de um festival em Manaus. Após a denúncia, a música foi desclassificada, abrindo uma vaga.
À direita, uma ilustração mostra o palco do II FEMUR diante da plateia.
A narrativa informa que seria realizado um sorteio entre “Nossa Bossa” e “Roraimeira” para definir quem ocuparia a vaga.
No canto inferior esquerdo, uma caricatura colorida de Zeca Preto aparece acompanhada de um balão em que relata a decisão de Neuber de abrir mão da disputa em favor de “Roraimeira”.
Ao lado, a página apresenta o resultado final do festival e informa que, décadas depois, a composição seria oficialmente reconhecida como Hino Cultural de Roraima.
Na parte inferior, uma frase encerra a narrativa.
Ao canto inferior direito encontra-se o número da página: 08.
Leitura dos textos
1980
“Em 1980, Zeca Preto participou do I Festival de Música de Roraima, em Boa Vista. Ali conheceu Neuber Uchôa e Eliakin Rufino, convidado especial vindo de Manaus, onde estudava.”
1º — “Marchando”, Ricardo Nogueira
2º — “Macuxana”, Zeca Preto
3º — “Ave”, Neuber Uchôa
“O festival foi promovido pela Prefeitura de Boa Vista, na gestão do Major Alcides, e coordenado pelo Tenente Peixoto.”
“Nascia ali uma amizade que só cresceu ao longo do tempo.”
1984
“Zeca conta que se recolheu em casa com violão, papel e caneta. Durante seis horas, trabalhou na canção inspirada pela terra que o acolheu.”
No balão:
“NASCIA RORAIMEIRA.”
“Em julho de 1984, Zeca inscreveu ‘Roraimeira’ no II FEMUR — Festival de Música de Roraima, promovido pelo governo do Brigadeiro Ottomar Pinto.”
“‘Roraimeira’, de Zeca, e ‘Nossa Bossa’, de Neuber, ficaram empatadas na 21ª posição, fora das vinte classificadas.”
“Segundo o relato dos artistas, ao ler no jornal as letras das músicas classificadas, Eliakin reconheceu uma canção já apresentada em um festival de Manaus. Após a denúncia, ela foi desclassificada, abrindo uma vaga.”
“A organização decidiu realizar um sorteio entre ‘Nossa Bossa’ e ‘Roraimeira’.”
No balão de Zeca:
“NEUBER ABRIU MÃO EM PROL DE RORAIMEIRA.”
“‘Roraimeira’ conquistou o 2º lugar. Em 2015, tornou-se oficialmente Hino Cultural de Roraima.”
1º — “Guerra”, Ricardo Nogueira
2º — “Roraimeira”, Zeca Preto
3º — “Viajando pelo Território”, Cícero Augusto
Na parte inferior:
“Os festivais escolhem vencedores. Mas é o povo que escolhe os clássicos.”
Fim da página.
