Roraimeira: Vozes, traços e cores - Página 23

Página sobre o legado do Movimento Roraimeira, com medalha da Ordem do Mérito Cultural, câmera fotográfica, desenhos, pincéis e tinteiro representando seu reconhecimento e influência sobre outras artes.

Acessibilidade - Pág 23

Transcrição Textual da Audiodescrição:

Contexto
A página 23 entra na fase de reconhecimento e legado do Movimento Roraimeira. Depois de apresentar as trajetórias de Zeca Preto, Neuber Uchôa e Eliakin Rufino e a consolidação do movimento, a narrativa mostra como essa produção cultural ultrapassou a música e alcançou outras manifestações artísticas.

Dois reconhecimentos institucionais ganham destaque: a Ordem do Mérito Cultural, recebida pelos três artistas em 2018, e o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Estadual de Roraima em 2024, durante as comemorações dos 40 anos do Movimento Roraimeira.

A página também apresenta o movimento como fonte de inspiração para pintura, literatura, fotografia, grafite, dança, cinema e artes visuais.

 

Leitura visual
A página é vertical e combina elementos coloridos com ilustrações que remetem às diferentes formas de produção artística.

No canto superior esquerdo, uma grande medalha da Ordem do Mérito Cultural aparece sobre uma caixa de tecido em tom vinho. A condecoração tem formato de cruz branca com detalhes dourados e centro circular.

À direita da medalha, sobre fundo cinza, estão caixas de texto que apresentam as homenagens recebidas pelo trio em 2018 e 2024.

A composição segue para uma área que simboliza a expansão do Roraimeira para outras linguagens artísticas.

À direita aparece uma câmera fotográfica, representando a fotografia.

Sobre uma superfície semelhante a uma mesa estão espalhadas várias ilustrações. Uma delas mostra uma construção entre árvores (igreja de São Francisco); outra apresenta o perfil de um indígena usando cocar de penas azuis e vermelhas; e uma terceira, maior, mostra uma edificação histórica de dois pavimentos (Casa Cultura, hoje sede da Academia Roraimense de Letras).

No canto inferior esquerdo, um recipiente artesanal contém lápis e pincéis de diferentes tamanhos, representando o desenho e a pintura.

À direita, uma pena verde está mergulhada em um pequeno tinteiro preto, remetendo à escrita e à literatura.

Os objetos parecem dispostos sobre uma mesa de trabalho de artista, transformando a metade inferior da página em uma espécie de encontro entre fotografia, desenho, pintura e literatura.

Uma grande caixa de texto próxima à base encerra a página com uma avaliação da pesquisadora Cátia Monteiro Wankler sobre a importância cultural do Movimento Roraimeira.

 

Na base estão o número da página, 23.

 

Descrição

A página utiliza objetos ligados à criação artística para representar visualmente a ideia de legado.

Na parte superior, a medalha materializa o reconhecimento institucional conquistado pelo trio. Os textos apresentam a Ordem do Mérito Cultural de 2018 e o título de Doutor Honoris Causa concedido em 2024.

Em seguida, a narrativa afirma que o maior reconhecimento não está apenas nas condecorações.

A câmera fotográfica, os pincéis, lápis, desenhos e a pena com tinteiro representam diferentes linguagens que teriam sido influenciadas pelo imaginário construído pelo Roraimeira.

As próprias ilustrações espalhadas pela mesa reforçam essa ideia. Em vez de retratar novamente os três músicos, a página mostra aquilo que outros artistas podem criar a partir do território e de sua cultura.

Paisagens, construções, povos originários e elementos naturais tornam-se temas para fotografia, desenho, pintura, literatura e outras manifestações.

Assim, a composição parte de um reconhecimento formal — representado pela medalha — para chegar a um reconhecimento mais amplo: a permanência das ideias e referências do Movimento Roraimeira na produção cultural de outras gerações e linguagens artísticas.

 

Leitura dos textos

No alto:

“Após mais de quatro décadas de trajetória, veio a maior honraria da cultura brasileira.”

Em seguida:

“Em 2018, Zeca Preto, Neuber Uchôa e Eliakin Rufino receberam a Ordem do Mérito Cultural, na classe Cavaleiro, tornando-se Cavaleiros da Cultura Brasileira.”

“Em 2024, pelos 40 anos do Movimento Roraimeira, a UERR concedeu ao trio o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento à contribuição para a cultura roraimense.”*

Mais abaixo:

“O maior reconhecimento vai além das medalhas.”

“As canções do Movimento Roraimeira inspiraram artistas de diversas áreas: pintura, literatura, fotografia, grafite, dança, cinema e artes visuais.”

“O lavrado, os rios, o Monte Roraima, a Serra do Tepequém, os povos originários e a diversidade cultural passaram a ocupar telas, livros, muros e galerias.”

Na caixa inferior:

“Para a pesquisadora Cátia Monteiro Wankler (PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / UFRR - Universidade Federal de Roraima), o Movimento Roraimeira foi o último grande movimento cultural brasileiro do século XX.”

Na nota de rodapé:

*“UERR - Universidade Estadual de Roraima”

 

Fim da página.

 

Curiosidades/Contexto Histórico

A Ordem do Mérito Cultural foi uma condecoração oficial brasileira destinada ao reconhecimento de personalidades, grupos e instituições que prestaram relevantes contribuições à cultura do país. Na página, a honraria recebida por Zeca Preto, Neuber Uchôa e Eliakin Rufino em 2018, na classe Cavaleiro, funciona como reconhecimento nacional da trajetória dos artistas.

Em 2024, ano em que se celebraram quatro décadas do Movimento Roraimeira, a Universidade Estadual de Roraima – UERR concedeu aos três integrantes o título de Doutor Honoris Causa, destacando a contribuição do trio para a cultura de Roraima.

O título de Doutor Honoris Causa é uma distinção acadêmica concedida por universidades a pessoas cuja trajetória e contribuição para determinada área são consideradas de especial relevância, independentemente de uma carreira acadêmica convencional.

Mas a página propõe que o legado do Roraimeira seja observado também fora das homenagens institucionais.

Ao transformar elementos como lavrado, rios, serras, povos originários, cotidiano e identidade roraimense em matéria artística, o movimento contribuiu para ampliar a presença desses temas no imaginário cultural do estado.

Por isso, a câmera, os pincéis, os desenhos e a pena não aparecem apenas como objetos decorativos. Eles representam a passagem daquelas referências da música para outras formas de expressão artística.

A afirmação atribuída à pesquisadora Cátia Monteiro Wankler, de que o Roraimeira teria sido “o último grande movimento cultural brasileiro do século XX”, encerra a página situando o fenômeno para além da trajetória individual dos três artistas e destacando sua relevância como movimento cultural.